terça-feira, novembro 08, 2011

VOCABULÁRIO

ALGUNS VERBETES

     O folclore tem um vocabulário próprio que varia de região para região.
Foram selecionados alguns desses verbetes, em ordem alfabética, com seus respectivos significados.
Devido ao grande volume de termos folclóricos existente, somente alguns foram citados.


ORDEM ALFABÉTICA
A
Abacaxi. Dificuldade, problema complicado.
B
Baralho. Confusão, tumulto, luta. Foi o nome dado em Portugal ao jogo de cartas.
C
Cantoria. Ato de cantar, a disputa poética cantada, o desafio entre os cantadores do nordeste brasileiro.
D
Din-din. É suco de frutas acondicionado num saquinho plástico, em forma de picolé, muito apreciado na Paraíba.
E
Escada. Não passar por debaixo de uma escada é superstição muito comum no Brasil.
F
Falar. Para a criança que custa a falar, costuma-se dar água de beber num chocalho. Quem fala muito é porque bebeu água de chocalho quando criança.
G
Galinha. Quem é feliz na criação de galinhas não será nos amores nem no casamento.
H
Humulucu. Iguaria que se faz com feijão-fradinho, temperado com azeite-de-dendê, cebola, sal e camarão, moídos juntamente na pedra.
I
Isidoro. Cama de varas, jirau.
J
João da Cruz. Sinônimo popular de dinheiro, é citado na locução “faltou-me João da Cruz”.
K
Kerb. Baile popular no interior do Rio Grande do Sul, entre os colonos alemães.
L
Leilão. Realiza-se nas festas de caráter religioso ou popular, com suas barraquinhas para a venda de uma variedade de objetos e guloseimas.
M
Mexiriboca. É um termo burlesco para carne, arroz, farinha e outros ingredientes, misturados e comidos com colher.
N
Nó. Nas superstições populares o nó representa a dificuldade, a obstrução, a parada.
O
Olhar para trás. É um dos gestos condenados pelos tabus de conduta. Quem olha pra trás, viajando só, assombra-se, fica em estado de pavor inexplicável e súbito.
P
Papa-figo. É a pessoa doente de lepra que mata crianças para comer o fígado, crendo curar-se dessa forma.
Q
Quadrinha. Uma das mais antigas e conhecidas formas e poesia folclórica, mantém suas características tradicionais: estrofes de quatro versos setessilábicos, esquema rimático ABCB.
R
Raiva. Bolinhos de farinha de trigo, manteiga, ovos e açúcar, sequinhos.
S
Saci. Negrinho com uma só perna, carapuça vermelha na cabeça, que o faz encantado, ágil e astuto.
T
Trava-língua. Frases ou expressões que, ditas repetidas vezes e rapidamente, fazem travar a língua de quem as pronuncia.
U
Último. É o número simpático nos contos populares. O último filho, o mais moço, o último dos cães, fiel e forte, o cavalo último, resistente.
V
Vento. Para provocá-lo há a tradição universal do assobio. No sertão, três assobios longos atrai o vento, infalivelmente.
W
Walê. Em ioruba é a qualidade de Odê (caçador), tido como rei por estar ligado ao leopardo.
X
Xodó. Namoro, inclinação ou ligação entre duas pessoas.
Y
Yori. Energia, vitalidade  que vem da luz.
Z
Zé. Diminutivo ou abreviatura de José, usado como apelido carinhoso.


Postado por Ana e Vanilza



POESIA DE CORDEL


Barra de Santana em versos

Nossa Barra de Santana está fincada
Distante do litoral,
Justo a cento e setenta
Quilômetros da capital.
Há dezesseis anos emancipada
Se encontra localizada
Ali, exatamente ali...
Onde a seca faz seu plano,
 No solo paraibano,
Nos braços do Cariri.

Os seus aspectos históricos,
 Fontes da época passada,
Nos mostra que antigamente
 A Barra foi habitada
Por Tapuias em porção,
 Índios de uma nação
Dos tupis, guerreiros bravos,
 Um passado dos senhores,
Palco dos desbravadores,
 E cenário dos escravos.

É a Barra do semi-árido,
Onde o sol nasce mais quente,
Que ainda tem o calor
 Fraternal de sua gente,
Terra de gente bacana,
Nossa Barra de Santana,
Barra de muita alegria,
 Barra de amor, de ternura,
Barra de muita cultura,
 De verso e de poesia.


(Poeta: Vadeilson Costa)

Postado por Gabriela


quarta-feira, novembro 02, 2011

LITERATURA DE CORDEL

SÍNTESE


      A literatura de cordel é uma espécie de poesia popular, impressa e divulgada em folhetos ilustrados com o processo de xilogravura e também são utilizadas desenhos. A literatura de cordel chegou ao Brasil no século XVIII, através dos portugueses e ganhou este nome, porque em Portugal, eram expostos ao povo amarrados em cordões, estendidos em pequenas lojas de mercados populares ou até mesmo nas ruas. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região nordeste do Brasil. De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades, etc. São recitados em praça pública, e algumas vezes são acompanhados de viola. Faz parte da literatura oral os mitos, lendas, contos e provérbios que são transmitidos oralmente de geração para geração. Geralmente, não se conhece os autores reais deste tipo de literatura e, acredita-se, que muitas destas estórias são modificadas com o passar do tempo. Muitas vezes, encontra-se o mesmo conto ou lenda com características diferentes em regiões diferentes do Brasil. A literatura oral é considerada uma importante fonte de memória popular e revela o imaginário do tempo e espaço onde foi criada. Muitos historiadores e antropólogos estudam este tipo de literatura com o objetivo de buscarem informações sobre a cultura e a história de uma época, em que é possível recolher dados sobre vestimentas, crenças, comportamentos, objetos, linguagem, arquitetura etc.

Postado por Alessandra

terça-feira, novembro 01, 2011

CURIOSIDADES

MISSÃO DE PESQUISAS FOLCLÓRICAS

        Em 1938, o Departamento de Cultura de São Paulo financiou uma viagem de pesquisas folclóricas, liderada por Mário de Andrade, poeta brasileiro, de grande influência no Modernismo, que ficou conhecida como Missão de Pesquisas Folclóricas.
         Essa missão tinha como objetivo visitar lugares onde as tradições culturais ainda eram preservadas, com destaque maior às músicas do norte e nordeste do Brasil.
         A Missão de Pesquisas Folclóricas era formada por Luís Saia, Martin Braunwierer, Benedicto Pacheco e Antônio Ladeira, que deixaram São Paulo em fevereiro de 1938 rumo ao Ceará, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Maranhão e Pará.
         Com a implantação do Estado Novo no Brasil, por Getúlio Vargas e a chegada de Prestes Maia ao poder municipal, Mário de Andrade abandonou a missão, conseguindo concretizar a sua primeira etapa, a partir de cadernos, imagens, músicas e vários objetos recolhidos voltados para o folclore brasileiro.
         O acervo histórico-fonográfico do Centro Cultural de Cultura de São Paulo possui 1299 fonogramas originais da música popular tradicional, provenientes de gravações realizadas no Estado de São Paulo, entre 1937 a 1938 e gravações da própria missão realizados entre fevereiro e junho de 1938, em quatro estados do Norte  e Nordeste, totalizando 33 horas de gravação contendo, a Congada e danças diversas, apresentadas por um grupo da cidade de Lambari, em Minas Gerais.
         Os pesquisadores visitaram mais de setenta grupos e artistas musicais que ofereceram uma riqueza de gêneros daquelas regiões.
         Alguns gêneros dão maior ênfase à repetição do que outros como é o caso da música Xangô do Recife que percebe-se a manifestação do contraste da execução musical na situação regular de culto e na situação em que ocorre o trame religioso.
         A Chamada do Aricury é um canto indígena dos Pancaru, também presente neste acervo, que traz várias tendências sociais.
         Na parte dos Aboios há repetições mais curtas, tempo excessivo entre as melodias e as formas de “emissão vocal”.
         Há também a Roda Infantil com um repertório menor, apresentado de forma consistente e ao mesmo tempo variada.
         Caboclinhos e o Cabaçal são organizados em uma sequência de ritmos bem definidos, como Modinha, Valsa, etc..
         Nestas expedições a maior incidência são das manifestações de Bumba-meu-Boi e dos Cocos.
         O Boi-Bumbá de Belém do Pará possui 132 fonogramas com contrafações do samba carioca que somada a outras características do grupo apontam para o “cosmopolitismo” daquela cidade.
         Os Cocos são livres de narrativa definida e possuem diversidade musical e capacidade de expressão de fatos e sentimentos sobre a vida social.
         Outros gêneros dramáticos que compõem esse acervo folclórico são as Congadas, os Reisados e as Marujadas, um exemplo é a Barra de João Pessoa.
         Um outro recorte expressivo da Missão de Pesquisas Folclóricas são os repertórios com a presença africana no Brasil, como Xangô, Tambor de Mina, Tambor de Crioula, Babacuê e Pajelança.
         O Babaçuê e o Tambor de Mina de Belém do Pará e de São Luís mostram a incidência musical africana combinada às mudanças em marcha em solo brasileiro, buscando na escolha dos repertórios referências às origens diversas comuns no Xangô do Recife e no Candomblé da Bahia.
         A cantoria é um repertório de violeiros de Pombal e Cajazeiras na Paraíba com produções independentes e dotadas de grande poder comunicativo e valor pedagógico.

     Cabocolinho índios africanos
     31/mar/1938
     Torrelândia, João Pessoa (PB) . Fotógrafo: Luis Saia


     Os Integrantes da Missão de Pesquisas Folclóricas: 
     Martin Braunwieser, Luis Saia, Benedicto Pacheco e Antonio Ladeira
     mar/1938 
     Recife (PE) . Sem registro

     Mário de Andrade

    Roda. 07/abr/1938
    Patos (PB) . Fotógrafo: Luis Saia

     Praiá. 11/mar/1938
     Brejo dos Padres, Tacaratu (PE) . Fotógrafo: Luis Saia

       Reis de congo
      11/abr/1938
      Pombal (PB) . Fotógrafo: Luis Saia

 
    Os violeiros - Manuel Galdino Bandeira e Vicente José de Souza
    19/abr/1938
    Cajazeiras (PB) . Fotógrafo: Luis Saia

      Bumba-meu-boi 
     João Marcos Ferreira, Pedro Gomes da Silva. 08/abr/1938
     Patos (PB) . Fotógrafo: Luis Saia

    
      Côco de roda. 03/mai/1938
      Itabaiana (PB) . Fotógrafo: Luis Saia

      Caboclinhos (figura de roda) 04/mai/1938
       Itabaiana (PB) . Fotógrafo: Luis Saia

Postado por Alessandra










sábado, outubro 08, 2011

LEMBRANCINHAS

SACI-PERERÊ


CUCA


MULA SEM CABEÇA





SEREIA IARA


ATIREI O PAU GATO



BOI DA CARA PRETA





PEIXE VIVO




Postado por Vanilza

MEDICINA POPULAR

ERVAS     
Quando uma pessoa diz que está com indisposição, que está doente, sempre ouvimos alguém dizer que sabe de um chá ou de uma receita da mãe ou da avó à base de plantas capaz de resolver o problema.
Alecrim - Auxiliar da memória; para estados depressivos;  
Agrião - Para a tosse e bronquite; contra as anemias por carência de ferro. 

Alfazema - Alivia as dores de cabeça e acalma os nervos (flor);

Arruda - Fortalecimento da visão; para lavar os olhos cansados (folha);

Erva-cidreira - Alivia o catarro provocado pela bronquite;

Erva de São Roberto - Para doenças do estômago;

Hortelãs - Inflamações da garganta e gripe;

Louro - Ajuda a fazer a digestão e irritações nervosas, para bronquites;

Salsa - Prevenção de perturbações renais e picadas de insetos. 


Postado por Vanilza

quinta-feira, setembro 08, 2011

CANTIGAS POPULARES

 PEIXE VIVO

Como pode o peixo vivo
Viver fora da água fria
Como pode o peixe vivo
Viver fora da água fria
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Os pastores desta aldeia
Ja me fazem zombaria
Os pastores desta aldeia
Ja me fazem zombaria
Por me verem assim chorando
Por me verem assim chorando
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia 



O CRAVO BRIGOU COM A ROSA

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada          
O cravo saiu ferido,
E a rosa, despedaçada.
O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
A rosa pôs-se a chorar

 

SE ESSA  RUA FOSSE MINHA

Se esta rua se esta rua fosse minha
Eu mandava eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes
Só pra ver só pra ver meu bem passar
Nesta rua nesta rua tem um bosque
Que se chama que se chama solidão
Dentro dele dentro dele mora um anjo
Que roubou que roubou meu coração
Se eu roubei se eu roubei teu coração.
Tu roubaste tu roubaste o meu também
Se eu roubei se eu roubei teu coração
É porque é porque te quero bem.
 

ATIREI O PAU NO GATO
Atirei o pau no gato, tô
mas o gato, tô tô
não morreu, reu, reu
dona Chica, cá cá
admirou-se, se se
do berrô, do berrô, que o gato deu, Miau! 


ESCRAVOS DE JÓ
 
Escravos de Jó 
Jogavam caxangá 
Tira, põe, deixa ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá 
Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá.  



Postado por Vanilza

CIRANDA CIRANDINHA

Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, 
vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos dar 
O anel que tu me deste era vidro e se quebrou 
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou 
Por isso, (D. Fulano) entre dentro dessa roda 
Diga um verso bem bonito, diga adeus e vá-se embora.




CARANGUEIJO

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é
Caranguejo não é peixe
Na vazante da maré.
Palma, palma, palma,
Pé, pé, pé
Caranguejo só é peixe, na vazante da maré!




Postado por Alessandra

BOI DA CARA PRETA

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega este menino(a) que tem medo de careta



Postado por Ana Maria

CULINÁRIA


  • CUSCUZ PAULISTA
    Ingredientes

    3 tomates sem pele e sem sementes
    1 lata de ervilha
    1 lata de milho
    1 vidro de palmito
    2 latas de sardinha em óleo comestível
    3 ovos
    1/2 xícara (chá) de azeite
    2 cebolas picadas
    2 dentes de alho picados
    1/2 maço de cheiro verde
    1 folha de louro
    1/2 xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
    1/2 xícara (chá) de purê de tomate
    1 xícara (chá) de farinha de milho
    Sal e pimenta do reino à gosto
      Modo de preparo

      Unte com azeite forminhas indiciduais (tipo empada) e decore com 1 tomate fatiado em pedacinhos pequenos, 1/4 da lata de ervilha, 1/4 da lata de milho escorridos, 1 palmito fatiado, 2 sardinhas e 1 ovo em pedaços.
      Reserve.
      Numa panela, refogue no azeite a cebola, o alho, 1 talo de salsinha e o louro.
      Aos poucos, acrescente o milho verde, a ervilha, o palmito e o tomate restantes cortados em cubinhos, a azeitona e o purê de tomate.
      Deixe apurar.
      Acerte o sal e a pimenta do reino.
      Acrescente a farinha de milho umedecida com água.
      No final acrescente o cheiro verde picado, a pimenta dedo de moça sem sementes, cortada em anéis e ovos cozidos restantes picados grosseiramente e misture.
      Despeje o refogado nas forminhas decoradas.
      Espere esfriar e leve à geladeira.
      Desenforme e sirva com salada de alfaces variadas.
      • VIRADO À PAULISTA
      • Ingredientes 
      •  
        3 xícaras (chá) de feijão carioquinha cozido
        50 gr de bacon  picado
        quanto baste de cebola em pedaços grandes
        1 dente de alho picado
        1 unidade de tomate picado
        1/2 xícara (chá) de farinha de mandioca crua
        1/2 xícara (chá) de farinha de milho amarela
        quanto baste de sal
        quanto baste de pimenta-do-reino branca
        quanto baste de azeite.
        .

        Modo de preparo

        Bata metade do feijão no liquidificador e junte com a outra metade sem bater e reserve.
        Refogue a cebola, o bacon e o alho até amolecer, junte o tomate e refogue mais um pouco.
        Acrescente o feijão e refogue até incorporar todos os temperos.
        Adicione aos poucos a farinha de mandioca e milho, mexendo até dar o ponto desejado.

        Acompanhamento:
        4 unidades de bisteca suína grelhada
        1/2 maço de couve manteiga refogada
        quanto baste de lingüiça calabresa defumada frita
        4 unidades de ovos fritos
        4 unidades de banana à milanesa
        quanto baste de arroz cozido.

        Postado por Ana Maria

      MÚSICAS

      DANÇAS TÍPICAS









      Postado por Ana Maria

      quarta-feira, setembro 07, 2011

      ADIVINHAÇÕES

      O QUE É, O QUE É?

      Anda na casa toda e se esconde atrás da porta? 
      (vassoura).

      Quando cai na água não se molha?
      (sombra)

      Anda com os pés na cabeça?
      (piolho)

      O que o pobre tem, o rico necessita, e os mortos comem?
      (nada) 

      O que um rato brasileiro falou para um rato americano?
      (camon-dongo) 


      Postado por Vanilza

      Tem pé e não anda, tem coroa, mas não é rei, tem escama, mas não é peixe?
      (abacaxi)

      O que o dente pai falou pra dente mãe sobre o dente filho?
      (é a cárie do pai)

      Numa luta entre fita isolante e a fita crepe quem ganha?
      (a fita isolante, porque ela é faixa preta) 

       Postado por Alessandra

      Uma mulher tem 30 reais pra dividir entre suas duas filhas, que horas são?
      (15 pras duas)

      Nasce grande e morre pequeno?
      (lápis)

      O que um dedo do pé disse para o outro?
      ( não olhe agora, mas eu acho que tem um calcanhar nos seguindo)

      Qual o animal que dorme de joelhos?
      (Todos, porque eles não tiram os joelhos para dormir)

      Quem vê não quer usar, quem compra não usa e quem usa não vê?
      (caixão de defuntos)

      Todos têm dois e você só tem um?
      ( a letra "o")

      Por que o cachorro entrou na igreja?
      (porque a porta estava aberta)

       Postado por Ana Maria

      quarta-feira, agosto 24, 2011

      LENDAS

      COMO SURGEM AS LENDAS

      As lendas são caracterizadas por sua natureza fantástica, surpreendente e impressionante. No universo das lendas tudo é possível, não existem limites para a imaginação. A lenda se refere a acontecimentos de um passado distante e fabuloso. É conhecida como "história falsa", que narra feitos de alguns heróis populares. É contada como uma estória que destaca geralmente as aventuras de um herói que personifica as qualidades ou aspirações do povo que o tenha criado. 

      FANTASMA DO PAQUETÁ - SANTOS

       

          Segundo a lenda ocorreu que uma certa Maria, apelidada "a Maracajá", que era uma beata, teve um envolvimento com um religioso da Matriz Velha, pois sua residência era também para os lados da antiga matriz. Dessa relação proibida nasceu uma criança, que veio a falecer logo depois, devido ao alto índice de mortalidade infantil, tão comum naquele final de século XIX.
          Por vergonha, foi a criança enterrada de forma bem discreta, mas a sociedade condenou a pobre Maria e, todas as noites, ela surgia na esquina da Rua São Francisco de Paula, com seu vestido (próprio da época) com um véu semelhante à Verônica de Semana Santa.
      Seguia pelo gradil do cemitério da Rua Dr. Cócrane e se dirigia até o portão principal, onde se ajoelhava, levantava o véu, enxugava suas lágrimas e acenava para dentro, em direção da capela onde, à direita de quem olha, está a quadra infantil. Muitas vezes, era obrigada a abrir o grande portão trabalhado e encimado por uma cruz, pois não havia velório na capela. Acabando a sua manifestação de dor, retirava-se para a Rua Bittencourt e ali desaparecia rapidamente.





      Postado por Vanilza